Danças

Algumas manifestações folclóricas são de caráter nacional e outras, de caráter regional.

1- Festas Nacionais - Duas das mais importantes manifestações folclóricas nacionais são: o carnaval e as festas juninas.

2- Festas Regionais - Nas manifestações folclóricas regionais, temos várias festas ou comemorações como : Boi-bumbá (Amazonas), Maracatu (Pernambuco), Farra do Boi (Santa Catarina)

Folguedos

Festas em que predomina o espírito lúdico. Realizam-se anualmente, em diversas regiões do país, em datas mais ou menos fixas. Algumas delas têm origem religiosa, tanto católica como de cultos africanos ou mesmo do sincretismo afro-brasileiro. Essa religiosidade permanece latente na maioria dos casos.( Bumba-meu-boi, Cavalhadas, Congada, Fandango, Farra do boi, Maracatu, Moçambique, Touradas, Vaquejadas, etc)

Danças

Danças religiosas e sagradas, dramáticas (encenadas ou representadas com algum enredo), guerreiras, fúnebres, medicinais, mágicas, de colheita (após uma boa colheita, forma-se um bailado), festivas e as puramente recreativas. Entre as danças mais conhecidas e praticadas podemos citar o cururu, a catira, a dança dos congos, dança do tambor, lundu, quadrilha, etc.

Danças dramáticas

O folclore brasileiro contém ricas e variadas danças encenadas ou representadas com algum enredo.

-De origem indígena: Caboclinhos ou cabocolinhos / Caiapós / Guerreiros / Cateretê e Cururu (em Minas Gerais, Goiás e São Paulo, onde a influência indígena foi marcante).

-De origem africana: Maracatu / Congo ou congada / Taieira / Quilombo.

-De origem portuguesa: Bumba-meu-boi, principalmente no Maranhão e Piauí. Recebe diversos nomes, conforme a região Boi-bumbá, Boi-mamão, Boizinho, Boi de reis / Folias de Reis / Cordão de bichos / Cheganças e Pastoris (no Nordeste) / Chimarrita e Fandango (no Rio Grande do Sul).

Afoxé ou Rancho negro

Cortejo que sai pelas ruas de Salvador desde 1922. Acontece também em Fortaleza e no Riode Janeiro. Os participantes cantam em dialetos africanos, acompanhados de atabaques, agogôs e cabaças. Por ter origem religiosa ligada ao candomblé é conhecido como candomblé de rua. Os desfiles mais famosos acontecem durante o Carnaval da Bahia. O carnaval baiano tem muitos blocos e ranchos, que brincam ao som de ritmos afro-brasileiros. Alguns dos grupos são: só afoxés ou ranchos negros (Filhos de Gandhi, Badauê), e os blocos de índio e afro (Olodum, Apaches do Tororó, Ileaiê, Male de Balê, Olorum Babami). O principal grupo de afoxé é o Filhos de Gandhi. O desfile é organizado em grandes alas e colunas, com destaque para as personalidades participantes. "O Afoxé tem sua origem nos terreiros de Candomblé, em especial os de "Efan", nação dedicada ao culto de Oxum. Os cantos e o ritmo consagrado à Oxum e Oxalá, o "Ijexá", são, em geral, os mesmos do terreiro, mas seus movimentos são bem mais discretos e simplificados."

Baião

Dança popular no Nordeste do Brasil, o baião é tocado por sanfoneiros em arrastapé. O primeiro momento de sucesso da música nordestina aconteceu na virados dos anos 40 para os 50. O sanfoneiro Luís Gonzaga, foi quem difundiu o baião a partir de 1946. Do nordeste, veio para as capitais através dos sanfoneiros. Além do ritmo, a sua melodia é característica como coco, dança do Nordeste. É nessa época que o sanfoneiro Luís Gonzaga passa a ser conhecido em todo o país como Rei do Baião. Contando a dureza da vida nordestina, porém com um balanço contagiante, lança uma nova maneira de dançar. Ritmo já conhecido na metade do século 19, o baião recebeu um tratamento urbanizado por parte de autores como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Zé Dantas e se incorporou ao repertório das festas juninas. Outro compositor de sucesso é Zé do Norte, que em 1950 fica famoso com a música Mulher Rendeira. Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira cantavam "No Rio está tudo mudado, na noite de São João, em vez de tocar rancheira, o povo só dança, só pede o baião. Tem-se aí uma idéia de que, em tempos mais antigos, antes do baião entrar quase como uma espécie de música apropriada para os festejos juninos, outros ritmos dominavam a festa." Nessa época, ritmos carnavalescos, como o frevo pernambucano, passam a tocar em todo o Brasil.

Baianas

Dança alagoana, originária dos Maracatus Pernambucanos. O Maracatu Pernambucano penetrou com tanta intensidade em Alagoas que criou formas alagoanas dessa manifestação (cambindas, samba-de-matuto, negras da costa, baianas e caboclinhas).

Balainha

Dançada em São Paulo, representa brincadeira de crianças. Figura principal a Balaia. Movimentos coreográficos e arcos semelhantes à dança de São Gonçalo.

Balaio

O Balaio faz parte das danças do fandango...O nome da dança advém do formato que as saias das damas adquirem em determinado momento da dança quando, depois de girarem em torno de si, rapidamente, abaixam-se. O ar acumulado faz com que elas se avolumem e se arredondem tomando a forma do objeto...A palavra Balaio, nesta dança, como se deduz pelo sentido dos versos, significa cesto, geralmente de taquara, embora o termo tenha aparecido no texto de algumas cantigas e danças brasileiras (Lundu, Samba, Chula, Bumba-meu-boi), significando quadris femininos.



Batuque
Dança das mais expressivas do Amapá. "Os Batuqueiros tocam sentados em cima de tambores. Os cantadoressolistas e os tocadores de pandeiros ficam juntos no centro do salão, enquanto os dançadores fazem rápidas evoluções sobre si mesmos.

Nome genérico que se dá a toda dança de negros na África. Dança de umbigada com sapateado e palmas, acompanhada de cantorias ao som único da batida de tambores. No som modernizado, pode entrar viola e pandeiro. Há uma derivação da dança transformada com o nome de batuque-boi, fingindo luta entre dois oponentes, luta esta bastante parecida com a tradicional capoeira. Provavelmente este este era o batuque proibido pela velha sinhá dentro da antiga casa-grande, retratada na velha quadrilha; Batuque na cozinha / Dona sinhá não qué / Por causa do batuque / Queimei-lhe o pé!

Bicho Brabo

Tourada, que foi introduzida pelos portugueses na época do Brasil Colônia. Ainda é comum em Mato Grosso, Goiás e São Paulo. A tourada é uma recreação popular, festiva, das zonas pastoris, e é realizada num circo ou área fechada, a arena. Nesta tourada brasileira não se mata o boi.


Boi do Carnaval
Aparece com bastante freqüência nos carnavais em Alagoas e se constitui em uma imitação do boi, feita com armação de madeira coberta com tecidos baratos ou restos de pano, que formam o couro do animal. Sai pelo meio da rua acompanhado de um grupo, em busca de dinheiro ou bebida.

Boi-bumbá

Folguedo - versão do bumba-meu-boi (originário do Maranhão), chegou ao Norte (Pará e Amazonas)com os migrantes nordestinos na época do ciclo da borracha. Na ilha de Parintins, a 420 quilômetros de Manaus, todo o mês de junho é marcado pela disputa entre dois blocos folclóricos, o do boi Garantido e do boi Caprichoso.Ao contrário de outras regiões, onde existem vários bois e a brincadeira não tem o caráter de competição, em Parintins, os dois bois disputam qual é o melhor. O espetáculo acontece num bumbódromo, com capacidade para 35 mil espectadores e 10 mil brincantes. Levado para a Amazônia por imigrantes maranhenses que foram no século XIX atrás dos lucros da borracha, esse boi ganhou o nome de boi-bumbá, sofreu influências indígenas e andinas e começou a sair ao som da chamada toada amazônica. A competição profissional entre Caprichoso e Garantido começou em 1966, e desde então só fez ganhar requintes de espetáculo (um desfile parecido com o das Escolas de Samba do Rio, com raio laser e o som amplificado de instrumentos eletrônicos) que transformou o Boi de Parintins na mais famosa manifestação folclórica da região Norte, patrocinada por indústrias de bebidas. Graças ao desfile amazônico, o boi pode gerar em 1996 o seu primeiro artista pop: a ex-banda de forró Carrapicho, que foi sucesso no Brasil e na França (levado pelo ator Patrick Bruel) com a música Tic Tic Tac. Gravado por Fafá de Belém e pela cantora de axé Márcia Freire, a música Vermelho (hino do Garantido, composto por Chico da Silva) também teve grande êxito, abrindo caminho para artistas de Parintins, como os levantadores de toada Arlindo Júnior e David Assayag.


Bumba-meu-boi

Um dos folguedos mais tradicionais e populares do Brasil, tendo englobado até vários reisados, o bumba-meu-boi é uma espécie de auto em que se misturam teatro, dança, música e circo com características portuguesas, negras e indígenas. Da cultura negra, veio o nome (bumba é um termo congolês que quer dizer pancada e se refere à chifrada do animal), o ritmo da música e os personagens escravos que representam os vaqueiros. Para alguns estudiosos, o "bumba" vem do som da zabumba, mas, para outros, trata-se de uma interjeição, que daria à expressão sentidos vários como "Vamos, meu boi!", "Agüenta, meu boi" ou "Bate, meu boi!". Nas fazendas, os cativos teriam misturado suas tradições africanas (como a do boi geroa) a outras européias dos senhores (como a tourada espanhola, as tourinhas portuguesas e o boeuf gras francês), numa celebração que tematizava as relações de poder e uma certa religiosidade, sendo, inicialmente, alvo de grande repressão. A figura do boi, lembra as tourinhas portuguesas, falsas touradas em que bois enfeitados davam chifradas em vaqueiros fictícios. A história do boi confiado a um vaqueiro que acaba matando o animal – ressuscitado no final – é uma alusão às festas de ressurreição animal, comuns entre os índios brasileiros. Tradicionalmente é realizado no período das festas juninas (em alguns lugares também no Natal e no Carnaval). Representação originada nos engenhos do Nordeste (Maranhão), chegou ao Norte com os migrantes nordestinos na época do ciclo da borracha. E disseminada pelo país, nos diferentes estados onde, suas versões recebem nomes como: Boi-bumbá (Pará e Amazonas), Bumba-boi, Boi-de-Pano , Boi-de-reis (Nordeste), Bumba (Recife), Folguedo do boi, Reis do boi (Cabo Frio, RJ), Boi-de-mamão (litoral de Sta. Catarina), Boizinho (Rio Grande do Sul), Boi de Gameleira (Maranhão), Boi Barrão (Alagoas), Boi-calemba, Boi-surubi, Boi-surubim. Em Minas Gerais o boi ( Boi-de-Manta, Boi-Janeiro, Boi-Marruê) tem características próprias. Sufocado pelos avanços dos meios de comunicação, o boi fica cada vez mais restrito às comunidades rurais e pesqueiras que ainda conseguem preservar suas tradições. No entanto, ele é uma festividade muito popular em São Luís do Maranhão, para onde vários grupos do estado (alguns fortes, como o Boi Madre Deus e o Boi Maracanã) convergem na época junina e desfilam por toda a cidade. Bailado popular dramático, organizado em cortejo, conta, dançando e cantando a vida, morte e ressurreição do boi. A história, com uma ou outra variação, começa com o sumiço do boi preferido de um fazendeiro e do capataz da fazenda, porque Catirina, a esposa grávida do capataz, deseja comer a língua do boi. Os vaqueiros e índios vão procurá-los. O boi está morto mas o médico ou o pajé consegue ressuscitá-lo e ele volta a dançar. No momento do renascimento do boi, os personagens dessa encenação gritam ''Bumba-meu-Boi". Na Bahia, o mais comum é o boi morrer e seu corpo ser dividido. Os personagens são humanos, animais e fantásticos e variam por regiões. O capataz é Pai Mateus ou Pai Chico (negro Chico), Catirina, vaqueiros, índios, médico (pagé ou xamã), Caipora, Cavalo-Marinho e Maricotas de Corocó ou Mutucas. A dança é marcada por um ritmo forte que anima vários grupos que representam com suas fantasias diversas personagens. Os personagens são humanos, animais e fantásticos e variam por regiões. O capataz é Pai Mateus ou Pai Chico (negro Chico), Catirina, vaqueiros, índios, médico (pagé ou xamã), Caipora, Cavalo-Marinho e Maricotas de Corocó. Musicalmente, ele engloba vários estilos brasileiros, como os aboios, canções pastoris, toadas, cantigas folclóricas e repentes, tocados em instrumentos típicos do país, tanto de percussão como de cordas. Nos bois de Guimarães, ou bois de zabumba, predomina a influência africana (os instrumentos são: zabumba, maracá, tambor onça, tambor de fogo, tamborinho). Nos bois da ilha, ou bois de matraca, predomina a influência indígena (os instrumentos são: matraca , maracá, pandeirão, tambor onça). Nos bois de orquestra, predomina a influência européia (usam instrumentos de sopro como saxofones, trombones, clarinetas e pistões, banjos, bumbos e taróis além de maracás, etc). A influência cultural pode ser percebida através das vestimentas, dança, coreografia, instrumentos e rítmo dos grupos, e define o chamado "sotaque do grupo".

Burrinha

Aparece em alguns grupos de bumba-meu-boi, trata-se de um cavalinho ou burrinho pequeno, com um furo no centro por onde entra o brincante, a burrinha fia pendurada nos ombros dele por tiras similares à suspensório. / Miolo do Boi- O boi, figura central do auto, geralmente é feito com uma armação de cipó coberta de chita, grande o bastante para que um homem a vista. A cabeça que pode ser feita de papelão ou com a própria caveira do animal. "Escondido sob a armação de madeira de buriti e do couro primorosamente bordado com miçangas, lantejoulas, contas, pedras e paetês, há um homem comum. É ele - o miolo - quem dá vida e graça ao boi. É quem dança, gira, faz peripécias, move-se com incrível leveza, foge, esquiva-se, brilha, atrai olhares como um ímã. Na pele do boi estão pedreiros, estivadores, mecânicos, serventes, carroceiros movidos a cachaça, conhaque e até a guaraná Jesus, o refrigerante cor-de-rosa típico do Maranhão."

Café

Dança da região de Ribeirão Preto (São Paulo),dançada por colonos italianos, no final do século passado e início deste. A coreografia lembra o apanhar e o abanar do café. No final acontece a homenagem ao cafeeiro.

Dança de colheita

Nos cafezais, após uma boa colheita, forma-se um bailado em que os dançarinos utilizavam as peneiras.

Caiapós

Dança dramática de origem indígena, é uma variante da dança caboclinhos, com algumas modificações, no Sul, São Paulo, Minas e Rio. Há um enredo com rapto e resgate de um pequeno indígena, além do abandono dos instrumentos de sopro, que são substituídos por tambores, caixa, pandeiros e reco-recos.Herança dos índios caiapós da zona litorânea paulista. O caiapó paulista é uma dança coletiva.

Caboclinhas

Dança cortejo alagoana, sem enredo ou drama, na qual os personagens trajam-se como nos reisados e cantam fazendo referência a caboclas, temas do cotidiano e temas de amor acompanhados por banda de pífanos. O Maracatu Pernambucano penetrou com tanta intensidade em Alagoas que criou formas alagoanas dessa manifestação (cambindas, samba-de-matuto, negras da costa, baianas e caboclinhas).

Caboclinhos

Grupos fantasiados de índios, percorrem as ruas do Nordeste na época do carnaval, tocando flautas e pífaros, batendo flechas em seus arcos, dando saltos, simulando ataques e defesas. Bailado primitivo, sem enredo ou coreografia, mas lembra a apresentação feita pelos índios, aos brancos, de suas danças. Antigamente, antes de começarem seus desfiles, esses grupos visitavam os pátios das igrejas, prestando assim uma homenagem às autoridades religiosas. No Sul, São Paulo, Minas e Rio, essa modalidade é chamada de caiapó.

Calango

Variante do fandango, é dança popular em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em Minas, o fandango se "amineirou e se transformou no calango, uma dança em ritmo quaternário, comum na região de Montes Claros (MG). " O fandango, nasceu dança vigorosa de tropeiros que o aprenderam no extremo sul do país, com seus colegas uruguaios. Sofreu modificações nas diversas regiões onde chegou e ainda é cultivado em alguns núcleos por todo o país, como no litoral paranaense. Resultante da mistura da música dos brancos da roça com a dos negros escravos, o calango firmou-se especialmente no Rio de Janeiro rural e em Minas Gerais. Martinho da Vila, fluminense de Duas Barras, compôs e gravou alguns bons calangos, puxados na viola e com instrumentos percussivos.

Cambindas

Dança-cortejo, alagoana, sem enredo ou drama, na qual as cantigas dançadas fazem referências a assuntos do cotidiano e santos católicos. Embora cultuem São Benedito, nos cânticos não há a menor referência a seu nome, nem o grupo possui ligações com as religiões afro-brasileiras.O Maracatu Pernambucano penetrou com tanta intensidade em Alagoas que criou formas alagoanas dessa manifestação (cambindas, samba-de-matuto, negras da costa, baianas e caboclinhas).


Cana Verde ou Cana-Verde de Passagem

Bailado de origem portuguesa muito comum nas regiões centro e sul do Brasil. Apesar de ser um outro tipo de dança, tem marcações nitidamente inspiradas na quadrilha, como o fandango. (Globinho Pesquisa, texto de Domingos Demasi). "Na cana verde,variante do fandango, os homens batem os pés apenas para firmar o compasso, declarando- se em quadrinhos para as mulheres, ao mesmo tempo que improvisam versas sobre qualquer acontecimento. "O minha caninha verde, / Ó minha verde caninha. / Eu não vou na tua casa / pra você não vir na minha."

Caninha-Verde

Dança de origem portuguesa que criou suas principais raízes no Ceará.


Capoeira
Jogo atlético onde se misturam a dança, a luta e a música, enquanto os participantes contam histórias dos antigos mestres. Trazida pelos negros de Angola, possui vários golpes: rabo-de-arraia, rasteira, tesoura, etc. Possui um instrumento principal – o berimbau – e outros como o pandeiro e o ganzá. Em círculo ou fileira, os participantes cantam e batem palmas ou tocam algum instrumento. No centro os dois lutadores. É praticada sobretudo em Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

Carimbó

Dança ritual de origem negra, para atenuar o banzo (saudade da terra natal), com o tempo sofreu também influência indígena. Dançada no Pará e Amapá. Seguindo o ritmo determinado pelo cantador, os pares, dançam separados sem jamais se tocar, demonstrando assim habilidade e sincronia. Carimbó é também o nome do tambor, o principal instrumento deste ritual (feito de um tronco de árvore e forrado, quase sempre, com couro de veado).

Catira ou Cateretê

Dança de nome e origem indígena, é uma espécie de sapateado brasileiro executado com "batepé" ao som de palmas e violas. Antes era uma dança mais restrita aos homens, mas atualmente é praticado também só por mulheres ou acompanhadas pelos homens. Também conhecido como Cateretê é conhecido e praticado, largamente, no interior do Brasil, especialmente em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e, também, em menor escala no nordeste. A dança da Catira está sempre presente nas manifestações culturais como a Folia de Reis e a Festa do Divino. "Não se pode falar em música junina sem uma lembrança do cateretê ou catira, ritmo em que se mesclam origens índias e brancas e uma das poucas reminiscências culturais que ficaram da catequização cristã sobre os índios brasileiros. Diz a História que o Padre José de Anchieta já a utilizava na festa de Santa Cruz mas a sua aceitação nos folguedos de junho nos permite dizer que, já no século 17, ela deve ter se integrado às festas juninas, permanecendo até hoje." "O catira ou cateretê surgiu de uma dança indígena, o caateretê, também adotada nos cultos católicos dos primórdios da colonização. As bases mais sólidas de seu reino se estabeleceram em São Paulo e Minas Gerais. Com solos de viola e coro, acompanhados de sapateado e palmeado, ele começa com uma moda de viola, entremeada por solos, e evolui para uma coreografia simples mas bastante rítmica. O clímax, no final, é o "recortado", com viola, coro, palmeados, sapateados e muita animação. O catira é o coração de festas populares como as Folias de Reis e as de São Gonçalo, hoje particularmente expressivas no interior mineiro. Entre grandes catireiros estão Tonico e Tinoco (o primeiro, morto em 1994), que registraram incontáveis sucessos nos anos 40 e 50. Atualmente, entre os novos-caipiras, o mineiro Chico Lobo é violeiro-cantador que domina essa velha arte."

Cavalhadas

Esse folguedo, representa a luta entre mouros e cristãos. São doze cavaleiros mouros (de vermelho), no lado do sol nascente e doze cavaleiros cristãos (de azul, a cor do cristianismo), no lado do sol poente No final da longa batalha, vencem os cristãos que ainda conseguem converter os mouros ao cristianismo. Trata-se de uma tradição praticada em várias regiões do Brasil, porém com diferenças marcantes de uma região para outra. A sua realização está ligada à Festa do Divino Espírito Santo, uma festa na qual predomina o agradecimento, a alegria, daí os grandes e populares divertimentos que variam em cada região: cavalhada, tourada, bailados da congada, do Moçambique, cururu, catira e fandango. Em Alagoas, dois times correm a cavalo, por uma arena longitudinal, tendo no centro uma linha com uma argola, que tem de ser retirada pelo cavaleiro, com uso de uma lança. Em cada corrida vitoriosa, o cavaleiro recebe um prêmio (quase sempre, um corte de tecido), que é oferecido a uma dama escolhida pelo cavaleiro. O time vencedor é aquele, que no final da corrida, teve mais vitórias.


Caxambu
Dança de origem africana. Uma forma de samba de roda. De coreografia simples e improvisada. De ritmo forte, rápido e vigoroso. O tambor de madeira com uma pele esticada chama-se caxambu.

Chegança

Auto alagoano de temática marítima, versando temas vinculados à vida do mar, tempestades, brigas entre marujos e as lutas entre cristãos e mouros (seguidores de Maomé).

Chimarrita

Dança do fandango gaúcho, muito famosa e formosa, de origem açoriana. Além do Rio Gde do Sul, é dançada e cantada em São Paulo e Paraná, ao som de "harmônica". Dança característica do final do século passado, era dançada por filhos de fazendeiros nos salões, que ainda resiste no Rio Grande do Sul. Dois dançarinos, colocam-se nos extremos de uma grande vara. Um deles, inicia executando uma coreografia agitada, muito rápida, de passos quase frenéticos, com movimentos semi-acrobáticos, toda sapateada e taconeada, único som essencial que marca o compasso. O ruído das grandes rosetas, nas esporas, completa o som. Na sua vez, o outro participante terá que repetir todos os passos do primeiro e, naturalmente, acrescentará a sua coreografia, cada vez mais difícil e rebuscada. Perderá a chula o dançarino que não conseguir reproduzir os elaborados e frenéticos passos do seu oponente. A chula cantada é praticada mais no Nordeste, acompanhada de violão, nada tendo dos movimentos da sua irmão do Sul. Pelo contrário, é melodicamente buliçosa, profana e maliciosa. É controversa e confusa sua origem, sendo certo que a sua estrutura, os pés batendo sempre, originou-se do bailado da pisa das

Coco, Coco-de-roda, Coco-de-sertão, Coco-de-praia, Coco-de-Zambê, Zambelô, Zambê, Bingolé, Catolé, Desafio

"Dança de umbigada, tradicional do Nordeste e do Norte, cuja origem é discutida: há quem acredite que tenha vindo da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de mais freqüente no litoral, o coco teria surgido no interior, provavelmente no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou zambê (quando é tocado no tambor de mesmo nome), o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram e batem palmas. A música começa com o tirador de coco (ou coqueiro), que puxa os versos, respondidos em seguida pelo coro. A forma é de estrofe-refrão, em compassos 2/4 ou 4/4. Muitas são as variações do coco espalhadas pelo Nordeste: agalopado, bingolé, catolé, de roda (um dos mais primitivos), de praia, de zambê, de sertão, desafio, entre outros. Muitos deles caíram em desuso, por causa das influências culturais urbanas e da repressão das autoridades (há um grau de erotismo embutido nas danças), mas ainda são praticados nas festas juninas. Um dos cocos mais populares é o de embolada, que se caracteriza pelas curtas frases melódias repetidas várias vezes em cadência acelerada, com textos satíricos (quase sempre improvisados, em clima de desafio) onde o que importa é não perder a rima. Dança popular nordestina, principalmente em Alagoas.Tem muitas variações. Dançada em roda, com um tirador nomeio puxando um refrão e a roda respondendo. A coreografia é variada e sempre acompanhada de palmas e passos ritmados, tanto do círculo como do tirador. Este cede a vez para outro, fazendo uma vênia a outro participante que passa a ser, então, o novo tirador. Os instrumentos musicais são todos de percursão, como bumbo, pandeiro, cuícas e ganzás. Na falta deles, bate-se o ritmo em mesas ou caixas improvisadas. Segundo a tradição, a dança vem dos negros dos Palmares, empenhados durante o dia na faina de quebrar cocos para alimentação. Além da origem negra, é visível a influência indígena no bailado, principalmente dos tupis que habitavam a costa. Apesar de sua origem, o coco chegou a ser dançado, em outras épocas, nos salões da alta sociedade de Alagoas e Paraíba.

Congada (região Sul) ou Cucumby (Bahia)

Desfiles de negros, no dia de São Benedito (26 de dezembro). É um auto de origem africana que adapta a coroação dos reis do Congo aos moldes da monarquia portuguesa. São danças e cantos originários da África e da península Ibérica. A presença deste bailado popular é assinalado no Brasil-colônia, no tempo dos vice-reis, do Ceará ao Rio Gde do Sul. A congada foi usada pelos jesuítas na obra de conversão - a catequese. No passado, a congada tinha a função de sublimar o instinto guerreiro do negro, criando uma luta irreal de cristãos e pagãos (mouros). A congada é a canção épica da catequese em terras brasileiras. Espalhou-se por todo o Brasil, sofrendo adaptações e diferenciações em cada estado. As congadas mais conhecidas são as de Lapa (PR), as de alguns municípios de Santa Catarina e as das antigas regiões de ouro em Minas Gerais. Na Paraíba, descendentes de escravos fazem congadas em homenagem à padroeira dos negros, Nossa Sra do Rosário, na primeira semana de outubro. Essa dança também costuma ser praticada no mês de julho, na festa de Nossa Sra do Rosário, que acontece junto com a festa do Divino Espírito Santo, tradição que vem da época dos escravos. Mas em várias cidades do país, a festa é comemorada também no dia 13 de maio em honra de Nossa Senhora, São Benedito e à Lei Áurea.

Os Congos são compostos na sua maioria por homens, apenas a Rainha é uma mulher, para ingressar nesta brincadeira há duas maneiras, uma de livre escolha e a outra a mais comum é a forma de pagar uma promessa , que na maioria das vezes é feita para Nossa Senhora do Rosário. A influência Européia em uma manifestação ,que inicialmente era só de negros , pode ser evidenciada nas solenidades que ocorrem nas Igrejas, e principalmente o padrão de Império:Composição da Côrte, trajes dos soberanos,comprimentos aos Reis, espada e cetro.Primeiro há ensaios, e no dia da festa os "brincantes" como são chamados os participante, reunen-se na casa do Mestre,ou de um outro brincante, onde o figurino está guardado,vestindo-se saem pelas ruas . Nas marchas em cortejo e nas batalhas de espadas(ou jogo de espadas, também chamado de esquilânio) sempre acompanhados por uma músicos( com Pífanos, violão,zabumba,caixa, ou outro instrumento percursivo..A dança obedece a quatro passos obrigatórios e únicos: dança de lado, dança de frente, ginga e corta tesoura. As musicas podem sofrer mudanças e os personagens e as vestimentas (cores e apetrechos) podem variar conforme a região.

Cururu

Dança do interior de São Paulo, onde a influência indígena foi marcante, é dançada também em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, pois ganhou mais força na região Centro-Oeste. Dela, somente os homens participam. Eles tocam viola de cocho, típico instrumento mato-grossense, e reverenciam os santos com rimas e sapateados. / "Cururu, veio de curuzu ou curu, que era como os índios tentavam dizer cruz... "Catequistas se moviam / pra provar o seu amor / aos nativos que temiam / o estranho invasor / mas ouvindo o som mavioso / de uma viola a soluçar / o selvagem, cauteloso, / espreitava, a escutar. (Assim Nasceu o Cururu, Cap. Furtado e Laureano) " O cururu nasceu, pois, dos cantos religiosos marcados por batidas de pé. Das festas ao redor dos oratórios ganhou os terreiros, nos acontecimentos sociais das fazendas e vilas. Nos anos 30, Mário de Andrade viajou pelo interior paulista, nas suas pesquisas, e observou que no médio-Tietê cururu era desafio improvisado, uma espécie de "combate poético" entre violeiros-cantadores, iniciado com saudações aos santos. Dessa forma ele ainda resiste em cidades como Piracicaba, Sorocaba, Tietê, Conchas e Itapetininga – a chamada região cururueira do estado. Entre os cururueiros mais famosos do disco estão os irmãos Vieira e Vieirinha, de Itajobi, SP, que brilharam nos anos 50" ...A tradição do cururu, que também existe nos estados do Mato Grosso, Goiás e até na Amazônia, manteve o seu berço no interior paulista, que é onde viveram e vivem seus grandes nomes... A viola é a companheira ideal do cururu, que diferentemente do repente nordestino, tem função melódica e pode também ter acompanhamento de pandeiro e reco-reco..."


Dança-de-fitas, Pau-de-Fitas
Dança tradicional da região Sul, de origem portuguesa e espanhola, é a que mais anima as festas sulistas. Resultou de uma brincadeira com fitas presas às árvores. Tem como desenhos coreográficos a Trama, Trança e Rede do Pescador. Casais vestidos com roupas caipiras bailam cruzando fitas coloridas presas a um mastro. A dança, presente em vários outros países da América Latina, era comum antigamente nas comemorações do início da primavera.
• Dança de São Gonçalo - São varios os nomes dados ao culto de São Gonçalo pelo Brasil: Romaria de São Gonçalo,Voltas a São Gonçalo,Terço de São Gonçalo, Dança de São Gonçalo, Reza de São Gonçalo, Festa de São Gonçalo, Trocado para São Gonçalo, Roda de São Gonçalo. A festa se dá na maioria das vezes, porque uma pessoa faz uma promessa e, em agradecimento a graça alcançada, convida amigos, vizinhos, parentes e músicos (violeiros), para realizar a dança. Em alguns locais a dança é realizada em áreas abertas localizadas pertos das casas (terreiro), dentro de casas ou em capelas. Sempre com um altar armado para o santo. A dança acontece seguindo alguns padrões de respeito obrigatórios. Só se pode dançar de frente para o santo, mesmo saindo da dança nunca ficar de costas para o santo. Evitar conversas, risos e demais barulhos. Deve-se cumprimentar o santo ao sair da dança, fazer um sapateado e beijar o santo, o altar ou as fitas que enfeitam o seu altar.Os violeiros ficam entre duas filas de dançarinos, uma de homens e outra de mulheres, lado a lado (a maneira desta organização pode variar, dependendo da Região do Brasil.). Padroeiro dos violeiros, atribuindo ao passado do Santo, espírito folgazão, a sua imagem é apresentada tocando viola. Santo casamenteiro, por excelência, não deixa de ouvir as preces dos que sofrem. http://www.jangadabrasil.com.br/janeiro17/fe17010b.htm / Leia mais em : A

Fandango

Os fandangos são cerca de trinta danças rurais regionais, divididas em dois grupos: as batidas, exclusivas para homens, marcadas por sapateado forte e barulhento; e as valsadas, ou bailadas, nas quais os casais arrastam os pés no chão. No Sul, é festa típica dos pescadores e caboclos do litoral paranaense. É um auto denominado Marujada no Norte e no Nordeste - no período do Natal, personagens vestidos de marinheiros cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. É denominado Barca, na Paraíba - mouros atacam uma nau, são dominados e, finalmente, batizados. No Rio Grande do Suil, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, é baile, festa, função onde executam várias danças regionais. Apesar de ser um outro tipo de dança o fandango do Rio Grande do Sul tem marcações nitidamente inspiradas na quadrilha. (Almanaque Abril, 1995) / "O fandango deve ter sido o primeiro ritmo a se incorporar e integrar às festas de São João no Brasil, como também ser elemento fundamental da chamada Dança de São Gonçalo, comum no Norte de Minas, às margens do São Francisco. Em Minas, o fandango se "amineirou e se transformou no calango, uma dança em ritmo quaternário, comum na região de Montes Claros. Em São Paulo e Paraná, uma variante do fandango é o "Serra Baile" . Outra variante do fandango é a cana verde. ..." "As evoluções melódicas do fandango, com suas composições em estrofes de quadratura musical cantada, revelam sua origem estrangeira. O fandango é de origem espanhola e aqui no Brasil misturou-se à cultura indígena. Tanto a música quanto a letra, são improvisadas pelos “tocadores” e “cantadores” numa atitude mujito próxima dos repentistas nordestinos. Introduzido no Brasil e adaptado aos seus gestos e características, difundiu-se largamente, com nome e formas diversas em cada região. Tornou-se mais apreciada no nordeste e nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo. É enorme a variedade de danças de Fandango, nas diversas regiões: anubalaio, bambaquerê, calango, candeeiro, chimarrita, cortada, meicanha, pego-fogo, puxado, recortada, retorcida, sabão, serrana, tatutirana e outros." http://www.mundocaipira.com.br/folclore/consulta.asp // " ...nessas danças se nota não só os sapateados dos antigos povoadores da província, de origem portuguesa, como também certos meneios e passados de mão entre a dama e o cavalheiro na meia-canha e no pericon, acontecendo que muitas delas têm nomes indígenas. Eram estas danças variadas e tomando as denominações de – tirana, anu, tatu, cará, feliz-amor, balaio, xará, chimarrita, chico, ribada, serra-baile, galinha-morta, quero-mana, serrana, dandão, sabão, bambaquerê, pinheiro, pagará, pega-fogo, recortada, retorcida e outras...." (Cancioneiro Guasca, J. Simões L. Neto) . A dança em si é bastante diversa, segundo o local e a tradição. Em São Paulo, litoral sul, o fandango tem duas variações distintas: o rufado e o bailado, sendo o rufado dançado com o bater dos pés e o bailado apenas valsado, ainda que a liberdade que existe nessa dança permita também um grupo misto com a união do rufado-bailado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o fandango pode ser dançado apenas por um par."

 

Fonte principal: Almanaque Abril

 

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